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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Kefir de água

   É uma receita, uma planta, um fungo, o que é?
   Não sei, mas vamos tratar com um bebê que precisa de alimento e que dá frutos que fazem bem para a saúde e principalmente para o trato intestinal?

   Aqui vai a foto da minha colônia:
Grãos de kefir de água
      Acabei de trocar a água, é uma colônia saudável e próspera, e que funciona assim:

PRECISA SER ALIMENTADO
para tanto você pode escolher o tipo de alimento para ele, no meu caso é o açúcar mascavo, por isso a cor é marrom assim, se escolher extratos de alguma oleaginosa ou frutas a cor muda, assim como o é com o kefir de leite, que não é vegan.

Eu coloco para a quantidade da foto 1 litro de água para 1/4 de xícara de açúcar mascavo e deixo fermentar por 2 dias. Mais que isso eu vou ao banheiro a cada três dias, e não é algo que eu deseje. Você precisa verificar as opções, quanto mais fermenta, mais ácido fica, muda o sabor e muda o cheiro também. Eu estou comentando o que eu testei. Recomendo leituras e se possível nutricionistas, nem todos os médicos conhecem para recomendar.

NÃO PODE
Esquecer de trocar a água com mais de três dias, deixar uma colônia muito grande com pouco alimento e MANUSEAR COM METAL. Evite colocar as mãos, deixe utensílios que sejam próprios para ele assim evita a contaminação. Prefira deixá-los viver no vidro, conforme as fotos, para transição de volta ao vidro eu uso a peneira e um plástico reservado, e essa colher de plástico.



Modo de troca:

Pega um litro de água e mistura um quarto de xícara de açúcar mascavo.
O seu Kefir está lá no vidro, de boas na água dele, pega a peneira dele, com um pote limpinho, coa normalmente (NÃO LAVE OS GRÃOS, NÃO PRECISA DISSO), pega o kefir da peneira e passa para a água com o açúcar.

Depois guarda ele em local ESCURO ou na geladeira.
Eu guardo na geladeira, pois ele procria muito e aí eu não dou conta de doar. Na geladeira ele vai mais devagar.
Quanto mais quente o ambiente dele, mais ele vai crescer e multiplicar, para a glória do probiótico. 

Aí você pode tomar essa água assim mesmo, eu tomo 2 copos por dia, ou partir para a segunda fermentação que dá o refrigerante caseiro.
Dei-me melhor com o refrigerante caseiro, além do sabor achei que senti melhores resultados. Postarei a receita posteriormente, pois ali será só a receita mesmo. Fotinho do kefir no armário, para vc ver como ele tem que ficar. 

TEM QUE DEIXAR DESTAMPADO, cobre com um pano assim, para não explodir, fermentação gera gases, é processo natural.






Se você quiser eu doo Kefir de água, me chama.

Fuga

Ouça o  conto neste link
Eles fugiam desesperadamente. Estavam em um lugar estranho e não sabiam exatamente como tinham ido parar ali. Michele e Humberto eram irmãos. Enquanto eles corriam por ruas escuras e sujas, ofegando e com medo, ele perguntou a ela:
– Vamos ligar para a mãe!
– Tá, entra ali.
Eles entraram em uma porta que estava aberta, era uma lanchonete, mas não havia luz lá dentro. Eles procuraram os celulares nos bolsos, mas ela estava sem o seu aparelho. Humberto então pegou o dele e discou, a luz abrangeu o lugar onde estavam agachados. Havia todo tipo de barulhos lá fora, mas eles não reconheciam nenhum. Era um barulho de metal cantando e rangendo al ser esfregado em mais metal.
O telefone chamava, mas a mãe não atendeu.
– Humberto, não podemos ficar aqui parados, pois não sabemos onde estamos, vamos procurar a delegacia e ver se alguém nos ajuda!
– Mas como saberemos onde há uma delegacia?
O barulho de passos arrastados chegava mais perto. Ela se levantou e puxou Humberto pela mão saíram por trás da lanchonete, e lá era uma rua sem saída. Eles tentaram pular o muro, mas era impossível. A casa tinha arame e eles não conseguiriam pular. Ela sabia que o cheiro do sangue chamaria a atenção daquilo.
Eles se esgueiraram para voltar a rua da frente e voltaram por onde vieram. Toda a rua suja estava úmida, era sangue e cabelo para todo lado, mas não via mais nada. Ela pegou a faca que tinha guardada para poder defenderem-se, e andaram sem fazer barulho, até que então o cheiro de morte subiu no ar e um grito terrível ressoou no ambiente. Não era possível identificar de onde vinha, eles se abaixaram, pois a sensação era de que um tiro havia sido disparado de algum lugar. Mas não havia tiro, era só o grito.
Neste momento avistaram Luly, a cadela da família.
– Ela não nos viu.
– Vem Luly, vem! – chamou o irmão.
A cadela veio ao encontro deles latindo toda feliz, estava sangrando muito e com dor. Eles a pegaram no colo. Era um cão grande, mas não poderiam deixa-la ali. Porém ela não parava de -fazer barulho:
– Shhhhh, Luly, shhhhhh.
Quando estavam chegando no carro dos seus pais, que estava todo apagado Michele sentiu como se houvesse alguém olhando para eles, mas ao se virar conseguiu ver nada. Sentiu o coração acelerar e as pernas endurecerem, Humberto gritou para ela, mas não conseguiu olhar para ele, pois ele havia desaparecido, assim como Luly, que estava em seu colo. O carro parecia derreter, será que jogaram ácido? Nada daquilo fazia sentido. Michele começou a chorar e gritar desesperada, chamando pela sua mãe.

- Acorda Michele! Você está tendo um pesadelo. - Humberto a chacoalhava. - não faça barulho, pois ele vai nos achar. - Luly estava sobre ela, resfolegando.


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Sempre do ponto de vista de crianças, suas protagonistas, os contos da Obra Perturbadora pretendem mexer com seu leitor, trazendo experiências de leitura com finais abertos e incongruências propositais, que podem até parecer em primeiro momento uma falha da autora, porém, o resultado no leitor é, em geral, atingido e previsto durante a sua produção.
Prepare-se para sentir estranheza, insegurança, suspense, violência, e principalmente a expectativa que traz a melhor sensação do suspense. A autora busca em alguns contos contextualizar o seu leitor para depois apresentar um desfecho incongruente ou violento, ou de uma forma muito distinta não contextualiza o leitor e dá toda a situação ocorrida e o que se espera é que a experiência do leitor trabalhe com as questões que surgem, de forma a trazer à tona a própria identidade do leitor, seja instigando-o a buscar respostas que não terá, a se revoltar com a falta de informação desejada ou a lidar com o prazer da sensação atingida na leitura. Que tipo de leitor é você? Um detetive, que quanto mais instigado mais busca saber? Um frustrado que para a leitura por não aceitar o jogo da autora? Um imaginativo que complementa as histórias com as possibilidades e se delicia, seja com o contexto que lhe é cobrado ou com o desfecho que é incongruente?
Descubra-se lendo a Obra Perturbadora, contos curtos e rápido de terror, mistério e suspense que trazem desde os mais clássicos terrores psicológicos até os mais modernos, influenciados por Edgar Alan Poe, Stephen King, Lovercraft, entre outros, além de o cinema do século XX e XXI.

Projeto "O Pequeno Príncipe" 2016 - 4º anos

   Em 2016 eu tinha um projeto com os quartos anos, no qual a obra "O pequeno príncipe" era o objeto principal, com aulas de leitura, arte, rodas de conversa, dentre outras. Como os meus Blogues convergem-se para o canal Cultreco, o material que desejo manter vou adicionar aqui, mesmo que os outros não sejam deletados ou apagados, pois são história de meus alunos. Aqui colocarei o projeto e os frutos que vem dando desde então, com a parceria das professora Rozinete e Marister, desde então.
   


   Veja a página que acompanhou o ano aqui com fotografias e passo a passo.

   Essa postagem serve para mostrar as fotos da apresentação dos alunos feita no teatro, em 2016: