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sábado, 19 de maio de 2018

Marina Mauricio se apresenta

  Olá, eu sou a Marina Maurício, e sou autora no Blogue e página do Facebook da  Cultreco, junto à Professora e artista Laura Lucy Dias, quero apresentar meu trabalho! Estou aprendendo muitas coisas, inclusive a divulgar a minha arte! Eu tenho 12 anos e desenho desde os oito, espero que vocês gostem tanto dos meus trabalhos quanto os dos meus colegas que fazem parte do Clã dos cabeças, grupo do projeto de desenho da professora Laura, na minha escola! 
   Vou mostrar aqui algumas artes minhas, talvez você já tenha visto uma ou outra pelo próprio blogue, facebook ou na escola enquanto eu produzia, é um prazer conhecer você, caro leitor.

Chá de hortelã para a pele com acne





   Algumas das minhas experiências positivas foi com o chá de hortelã para a pele, visto que sofro com espinhas daquelas que criam caroços doloridos e ficam anos sob a pele sem sair ou formar a pústula (ponta) amarela.
   Procurei opções diversas e um dia achei algumas pessoas em blogues diversos com a receita do chá conforme segue:

Água quente
Hortelã (pode ser fresca ou desidratada, mas não a de saquinho, se for, tira do saquinho)

   A quantidade é "a ponto de deixar muito concentrado", para usar as folhas como "compressas". Deixa esfriar coberto como um chá comum, aplica sobre a pele (passei no rosto, pescoço, colo e costas) e deixa até secar, depois lava com água fria.


Hortelã seca

Um pouco de água quente - essa vou passar no rosto, colo e ombros - não vai ter foto aha.

A mistura para fazer  o chá.

   A hortelã vai "puxar" todas as espinhas para fora, pode fazer algumas vezes, depois que sentir que dá para fazer uma esfoliação, você pode esfoliar a pele com pó de café usado ou açúcar, com muito cuidado para não agredir, lava bem. 

Benefícios da hortelã para a pele?

"Os problemas com acne e manchas são comuns entre adolescentes, 
mas ao invés do uso de pomadas e intervenções estéticas, a hortelã 
se mostra eficiente para efeito antisséptico, anti-inflamatório e 
antipruriginoso. O suco das folhas pode ser um excelente aliado 
para a limpeza de pele, e ainda contribui com a redução de cravos 
e espinhas, melhorando a aparência da pele e saúde dos tecidos. 
O uso da menta ainda é convencional como repelente para picadas 
de mosquitos e insetos. Os já citados óleos de hortelã também 
podem ser aplicados sobre a pele, agindo na prevenção contra 
as picadas de insetos. O responsável pelos efeitos sobre a pele 
é o ácido salicílico, que age como esfoliante, hidratante, ajuda 
os poros a se manterem abertos, além de reduzir a oleosidade." Mais informações aqui


   Aproveite para tomar o chá, comer em saladas, fazer sucos, afinal, é um alimento muito bom!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Paisagem lápis de cor #1

Artista Rayani 9B

Práticas saudáveis e sem crueldade: veg

   Segundo o site Seja vegano, que cita a Vegan Society, a resposta para a pergunta O que é veganismo? é:


O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, 
na medida do possível e do praticável, todas as formas 
de exploração e de crueldade contra animais, seja para 
a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra 
finalidade. Dos veganos junk food aos veganos 
crudívoros – e todos mais entre eles – há uma versão do 
veganismo para todos os gostos. No entanto, uma coisa 
que todos nós temos em comum é uma dieta baseada em
 vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, 
como: carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos 
como o couro e qualquer produto testado em animais.


   Ter uma prática de vida consciente é possível, e muitas vezes é mais fácil quando você convive e socializa com alguém que já pratica ou deseja praticar, pensando e experimentando com você.
   No link veg do blogue Cultreco postaremos experiências motivadoras, esclarecedoras e que apoiam as práticas veganas e vegetarianas devido aos questionamentos que os leitores, muitos jovens do Ensino Fundamental II, trazem aos administradores, sem pretensão maior que motivar e esclarecer.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Resenha crítica do filme "Capitão Fantástico"

Por Laura Lucy Dias

Classificação: 14 Anos

Para começar quero dizer que é um ótimo filme, trazendo os questionamentos do extremismo com seu final fantástico, que mostra que o que mais vale é o equilíbrio e o respeito.
Porém, precisamos falar sobre Leslie, a morta. Eu leio o filme como uma denúncia grave sobre as condições da mulher na sociedade, e tão grave que mostra que a mulher é invisível.
Não negarei spoilers, e por isso começo a falar da introdução do filme, que se dá a nos fazer simpatizar com a família que vive na floresta, de forma quase militar. Ligados a ideias de esquerda, e confesso que fiquei encantada com o ensino das crianças baseado na verdade, leitura e reflexão. O protagonismo e a independência eram claras como foco da educação do grupo.
E eu via aquilo tudo e me perguntava o tempo todo: "Onde está a mulher?"
Tudo começa com o Bo caçando um alce, para o seu ritual de passagem, no qual o pai o define como homem. Guardem esse momento, pois ele é importante para a revelação do papel da mulher na sociedade.
 Ela nem nos foi apresentada. Na manhã seguinte, quando Ben vai com o seu filho mais velho Bo, à cidade mais próxima, os outros filhos cobram uma posição sobre o retorno da mãe, que estava longe há três meses e duas semanas, segundo diz uma de suas filhas.
Ao ligar para a casa na qual a mulher deveria estar, a irmã dela informa que na noite anterior, Leslie se suicidou, cortando os pulsos. Então nós descobrimos que na verdade o filme é contado do ponto de vista do Ben. Isso é muito importante também, já que por isso sabemos muito pouco do que é Leslie.
A família de um homem e mais seis filhos não é aceita no funeral devido às mágoas do pai de Leslie, que não deseja o homem lá, já que ele culpa Ben pelo estado da filha, que estava em sua casa para tratamento. E, segundo Ben, Leslie tinha deficiência em seus neurotransmissores, que não levavam para o cérebro a serotonina. Depois descobrimos que ela tinha transtorno bipolar. Ainda mais adiante descobrimos, pela narrativa de Ben, que ela tinha desenvolvido esse transtorno depois de ter o Bo, provavelmente resultante de uma depressão pós-parto.
Em continuidade da história da família antes do suicídio de Leslie, descobrimos que eles resolveram sair do sistema social vigente quando Bo tinha entre 3 e 4 anos, no entanto apenas se estabeleceram na floresta, quando ele tinha oito anos.
Vivendo de forma isolada, educando os filhos em casa, com um olhar estrangeiro e superior para a sociedade que eles menosprezavam, desdenhando práticas religiosas, capitalistas, industriais, dentre outras. Esse desdém vem ilustrado quando no banco uma das crianças mais jovens questiona sobre o peso das demais pessoas, gordas, que estão no ambiente. Eles começam a caçoar e são repreendidos por eles mesmos, e arrematam dizendo que só caçoam dos católicos.
Eles resolvem ir ao funeral, mesmo com o risco de Ben perder a guarda dos filhos, sob a ameaça de que a polícia seria chamada. Antes disso ele sonha com Leslie, a mulher do sonho está feliz e denota concordar com tudo o que há em torno deles, uma clara postura do olhar de Ben sobre a esposa dele, a primeira aparição é uma idealização do homem sobre a mulher, e uma idealização dela em relação a ele mesmo, pois o ponto de partida dele para o mundo dele e suas convicções incluem a Leslie que o apoiava.
Ela será enterrada, mesmo contra o seu desejo, pelo pai. Há a única voz da mulher pelo testamento dela, Ben e seus filhos decidem conceder o desejo da mulher morta, cremá-la e jogar as cinzas em uma privada pública, depois de dançarem e cantarem em seu enterro. Esse é o único momento em que todos da família dela, sem contar os pais, a ouvem. Ela viveu muitos anos sofrendo desde momentos de euforia extrema até à desolação catatônica, e aqui eu vejo uma relação com o Anticristo - filme de Lars Von Trier -, quando o marido diz que achou que conseguiria ajudar sua esposa sem o tratamento convencional e os medicamentos. A relação é a mesma que há quando o marido decide cuidar da esposa doente pela perda do filho, assim como Leslie perde o filho quando ele vira homem. A mudança para essa vida extrema era uma maneira de ajudar a mulher se curar, segundo ele.
Ela não era ouvida e passou a agir de forma subversiva, principalmente com o filho Bo, apoiando-o a fazer provas de aptidão para as faculdades mais renomadas dos EUA, sem que Ben, o pai, participasse ou entendesse, o que segundo ele era uma situação inferior, já que ele entendia que ninguém conseguiria ensinar mais nada ao filho, melhor formado pelos pais que por qualquer instituição Estatal ou privada.
Essa mulher que é mãe e suicida, tem uma morte de virgem, com os braços cortados, o sangue que vem é como o sangue da pureza e do sacrifício, ela morre como a mais pura mulher, antes mesmo de ser a mulher, já que o problema dela é ser mulher, e estar diante de uma sociedade extrema em que em nenhum momento a deixou ser, permanecer ou viver em paz.
Seu pai a oprimiu com o extremo capitalismo, seu esposo a oprimiu com a extrema ideologia de esquerda e ela não pode ter o que mais queria, que era um meio termo. Antes de se suicidar ela já estava morta e a sua morte vem no momento em que ela deixa de ser mãe, visto que se mata no dia em que o filho mais velho, aquele com o qual ela teve a primeira relação materna, vem a tornar-se homem. Esse rompimento mostra que ela suportou o máximo que pode, porém, não mais que isso, quiçá que ela estava presa como mulher ao papel materno.
Toda a saga se dá quando a família decide ir ao funeral e cremar a mãe. E mesmo assim não foi dada a devida voz à mulher. Depois de ser enterrada, contra a sua vontade, o filho do meio, o mais agressivo, com uma atuação estupenda no momento da notícia da morte da mãe, acaba decidindo ficar com o avô, pois ele sabia que o pai não tinha dado à mãe ouvidos, filho tãl que não se adequava ao sistema adotado pela família e que não sabia expressar-se sobre o que estava errado, mas percebia que algo estava fora dos eixos em relação a mãe. Esse garoto acaba revelando ao pai o quanto ele estava sendo extremista e o enfrenta, como há de ser contra qualquer ditadura.
Ao tentar "sequestrar" o filho, uma das meninas acaba por cair e se ferir, e Ben decide deixar as crianças com o avô, pois ele nunca foi capaz de cuidar bem dos filhos, segundo as perspectivas gerais e a sua própria no momento atual, e a mulher não desejava que eles continuassem a viver de forma extrema, mais uma vez negando o desejo da mulher.
Quando Ben cede, ele ouve a mulher e aí ela pode contracenar, mesmo que apenas como um corpo morto em um caixão, uma cena linda e revoltante, do ponto de vista dos sacrifícios que uma mulher deve fazer para ser ouvida. A sua cremação é o ritual de passagem daquela família para uma nova etapa de relação social com as outras pessoas e o mundo a sua volta.
Ao invés de ingressar em uma faculdade filho mais velho resolve viajar, deixando de lado os planos dos pais, remetendo ao verdadeiro impacto do ritual de passagem, pois ele como homem se desvincula da família e se torna um indivíduo descaracterizado do que foi formado e passa a incorporar aquela formação em si, como um indivíduo esférico e não mais plano. Ele passa a ter identidade própria e não a ser um pedaço do pai ou da mãe que se propaga pela Terra, o que em geral é uma aberração.
Ela aparece no filme 3 vezes, duas em sonho com o marido e o corpo dela sendo levado do cemitério, representada por fotos do seu casamento, durante o restante do filme é apenas uma sombra e que jaz sendo honrada, desonrada, desejada, idealizada, repudiada, exposta, ignorada... tudo, menos ouvida.
Acredito que a crítica à condição feminina está aí, mesmo que não seja clara, dentro dessa mudez reservada à mulher dentro de qualquer sistema, seja ele capitalista ou comunista, visto que ambos são patriarcais.

Acho que agora só nos resta a comemorar o aniversário de Chomsky.